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06 agosto 2011

Passa tempo




      Se algum dia tive um sonho quando criança, daqueles de "o que ser quando crescer", era o de ser músico. Tentei (e ainda tento) aprender a tocar violão, mas depois de alguns anos percebi que já atingi o máximo do meu "talento" musical e tenho que admitir que é muito pouco.


Quase ao mesmo tempo que comecei a escrever um blog eu também registrei minhas minhas primeiras fotos. Não é que eu tenha começado manusear qualquer câmera fotográfica apenas depois do 20 anos, mas foi por volta dos 25 anos que comecei em me atentar melhor no que estava fazendo quando apertava o botão de disparo do obturador. E assim como na escrita, na fotografia eu também procurei meu estilo. Com letras eu sou mais institivo, não tenho nenhum tipo de leitura ou análise para nortear minhas ações. Tirando o que acho que sei das aulas de português do colégio, o resto é impulso. Nem revisão eu faço. Gosto dos meus textos assim.



A fotografia, por outro lado, tomou outro lado, numa mistura de curiosidade eletrônica (sempre leio o manual das coisas que compro, pra usá-las o melhor que puder) com uma insatisfação perante aos resultados obtidos. Percebi que meu instinto não era dos melhores, então corri atrás do que me ajudasse a conseguir um resultado satisfatório. Procurei textos, cursos multimídias e até matéria do curso de Comunicação eu cursei para ter um embasamento legal. Além disso, muita prática.


Várias vezes já me vi tendo que encarar comentários do tipo "Também, com uma câmera dessas, até eu". Claro que um bom equipamento ajuda, assim como um bom computador também conta na hora de fazer trabalhos mais pesados. Porém não adianta você ter algo muito melhor do que seus conhecimentos possam utilizar. A minha câmera atual ajuda sim a eu tirar fotos melhores do que as câmeras anteriores, mas só faz isso porque eu sei como utilizá-la para tal fim.


De uns tempos para cá um novo fator entrou na equação, que é a edição das imagens. Não que eu fosse um purista e achasse que o fato de uma foto ser editada diminuisse o valor dela. Eu simplesmente não sabia como fazer isso e ficava por aí mesmo. Até que comecei a me arriscar, como brincadeira. Acho o Photoshop um programa complexo para se utilizar, além de ser muito caro. Procurando alternativas mais baratas e amigáveis, me deparei com o Paint.net, um programa grátis, com interface simples e com recursos bem interessantes. Até hoje o utilizo para minhas experiências com edição.


Ainda hoje a fotografia para mim é um hobbie, um passatempo. Meu blog de textos também. Já ouvi conselhos de tentar algo mais sério e mais profissional com as duas atividades. Tenho bastante dúvida quanto a possibilidade disso dar certo. Insegurança é a resposta. Quem sabe com mais um pouco de tempo, quando eu perceber que sou bom como dizem que sou, isso se torne uma realidade. Por enquanto eu vou continuar a fazer da fotografia e da escrita formas de expor o mundo que existe dentro de mim sem ter a preocupação de que isso tem que pagar minhas contas no final do mês.

01 abril 2011

Lunáticos

 

       Os seres humanos atuais a muito se distanciaram da natureza. Quando muito ela se transforma em mais uma atividade antrópica, como ponto turístico ou uma reserva de preservação que passa a ser inacessível para a maioria das pessoas. O ser humano deixou de ser um animal. Virou extraterrestre.



      Apesar disso tudo, ainda temos instintos e desejos não modernizados. De alguma forma alguns acontecimentos naturais nos fascinam. Nos transformam. Nos reduzem a meros animais, expectadores do que não pode ser mudado.



      Alguns dias atrás aconteceu o perigeu lunar, nome engraçado que é dado para o dia de maior aproximação da lua com a Terra. Isso foi traduzido em uma lua cheia mais brilhante e com tamanho maior do que as pessoas estão acostumadas a ver. O que isso quer dizer? Muitas pessoas na praia para ver esse momento sublime e especial.



      E nada melhor que juntar uns amigos e sentar na beira do mar, esperando a lua surgir imensa no horizonte, como quem não se importa de o sol ainda estar brilhando forte. Não é uma questão só de ver, é também de sentir. Várias pessoas próximas sentindo o mesmo fazem essa sensação ficar mais intensa e mais gostosa.



      Nessa horas é que bate mais forte o desejo de morar em algum lugar mais isolado, sem o barulho e a agitação da cidade. Em qualquer interior mais modesto o céu é mais bonito e pintado de branco. Os bichos conversam mais. Até as plantas emitem seus sons, enquanto o vento e a chuvam acariciam suas copas.



Outro perigeu só daqui a aproximadamente 20 anos. Até lá vão haver muitas outras luas cheias. Pra sempre haverão os amigos.

     

10 julho 2010

Ruas de Ará



      Venho agora, com um grande atraso, concluir a primeira parte (dividida em dois posts) de escritos sobre a minha amada cidade, Aracaju.

      Na anterior falei sobre e fotografei basicamente o cartão-postal daqui, a orla de Atalaia. Agora vou falar de outras partes, de outros mundos e que também fazem essa cidade ser maravilhosa.

      Ainda se preserva aqui bastantes áreas verdes pois a expansão imobiliária predatória aqui é recente. Além de matas naturais, temos os parques da Cidade e da Sementeira. O primeiro abriga aquilo que mais próximo se pode chamar de zoológico, com bastante vegetação de mata atlântica nativa. Foi reformado a pouco, mas como se encontra longe da maior concentração populacional, é pouco visitado. Já o parque da Sementeira fica ao lado de um shopping no bairro mais movimentado. O lugar é super agradável e fica perfeito quando tem apresentações da Orquestra Sinfônica ou shows num domingo de tarde, com direito a pôr do sol embelezando.





      Agora vamos para o centro da cidade, que ainda possui ares de cidade tranquila. Praças arborizadas, a Catedral, um museu recém inaugurado (Palácio Olímpio Campos) e o mercado municipal. Na verdade, MERCADOS, pois são dois: um de hortifrutigranjeiros e outro de artesanato, flores e comidas típicas. É no espaço entre eles que acontecem os festejos do Forrócaju e alguns shows ao longo do ano no projeto Rua da Cultura, que já completou 7 anos. Outro projeto cultural é o Beco dos cocos, que foi recuperado e utilizado como um espaço mais alternativo de arte.





      Falando em arte, pertinho da minha casa fica o Teatro Tobias Barreto, que mudou a forma comos os aracajuanos enxergam espetáculos mais elaborados. Música clássica, ballets, peças teatrais, shows. Tudo com o maior conforto possível e quase sempre a preços módicos. =D



      O Centro da cidade também tem um fato curioso. A disposição das suas ruas são como as linhas do tabuleiro de xadrez, fazendo com que todos os quarteirões originalmente fossem simétricos. Como a topografia da cidade é quase toda plana, da pra ver praticamente onde a rua começa e onde termina.

      Não quero, com isso, esgotar as histórias e as fotos da cidade, mas acho que pra um aperitivo, tá bom.

Música do Paulo Lobo, Ruas de Ará




Nossa cidade, cenário da ponte
Entre o houvera e o haverá
Tem gente que é terra
Tem gente do mangue
Todo dia nas ruas de Ará



Tem velho safado
Tem beiju molhado
Tem deputado marajá


Tem rico que é pobre
Tem preto que é nobre
Todo dia nas ruas de Ará



Ará Cajueiro Aracajuá
Dança guerreiro
Ruas de Ará
Senhora de idade
Vem da Soledade
Um moço que vai trabalhar
Dondoca doideca
Doutor de traveca
Todos os dias nas ruas de Ará



Tem gente bacana
Tem falsa baiana
Boçal, tem vagal, tem paxá
Na nossa cidade
Mentira e verdade
Todo dia nas ruas de Ará

09 maio 2010

Mirando as ondas do mar...

     Aracaju é linda. Capital do estado de Sergipe a partir de 1855, foi a primeira capital brasileira planejada. Os ruas do centro antigo da cidade são dispostas como as linhas de um tabuleiro de xadrez, de forma que é fácil se locomover por lá. Como era de se esperar, com o crescimento a cidade não continuou assim tão arrumadinha, mas ainda preserva muito dos seus encantos.


      Com uma população em torno de 600 mil habitantes, ainda não é considerada uma cidade grande, porém já pode se dizer madura. Seus recém completados 155 anos, no dia 17 de março passado, podem ser mais facilmente reconhecidos nos casarões do centro, com uma arquitetura predominantemente barroca. Como era de se esperar, algumas coisas foram inseridas nesse contexto, como o edifício Estado de Sergipe (o maior da cidade), popularmente conhecido como Maria Feliciana (em homenagem da sergipana que foi considerada por muito tempo a mulher mais alta do mundo).

      Considerada a capital com a melhor qualidade de vida, Aracaju tem hoje atrativos que não se resumem às praias. Ué, se você fala isso, porque só tem foto da orla nessa postagem? Porque ainda vai vir pelo menos mais uma falando sobre o resto da cidade. =D



      Aqui fica também um dos mais procurados destinos de diversão da cidade. Com bares, restaurantes, parque infantil e até pista de patinação aberta, de quinta a domingo costuma ser bem movimentada.


      A praia aqui é areia branca e mar escuro. A faixa de terra até chegar na água é variável entre o distante e o não-vai-chegar-nunca, o que trás ao menos uma vantagem: não falta lugar pra quem quer ir. Em alguns trechos temos bares, noutros somente água, areia e céu. Ainda é bastante seguro ir à praia, seja pra tomar banho, seja para caminhar.





E pra completar, mais algumas fotos e uma música feita pra praia de Atalaia. Até a próxima.


"Lá vem o dia despertando a natureza
Vou seguindo a correnteza na incerteza de chegar


Dia após dia noite e dia sem cessar
Tanta dor tanta agonia eu aqui não vou não ficar


Eu quero o cheiro das manhãs da minha terra
Ver o sol nascer na serra e o vento norte a soprar



Eu quero mesmo é ficar bem juntinho dela
Na praia de Atalaia mirando as ondas do mar

Mirando as ondas do mar
Mirando as ondas do mar"
 
 
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